domingo, 25 de abril de 2010

Bem-aventurado...

Tenho ouvido tantas besteiras nesses últimos dias! Tantas coisas absurdas, sabe? As pessoas estão perdendo a noção, a vergonha e o respeito pelas outras. E isso tem, de verdade, me chocado um pouco!

Imaginem só: Um dia desses, depois do almoço, fiquei um tempo no refeitório da empresa onde trabalho. Aí, uma pessoa começou a falar tanta coisa obscena! Fiquei tão perplexa, que dei um jeito de sair daquele ambiente.

O pior foi que, no dia seguinte, essa mesma pessoa que estava falando as maiores barbaridades, disse pra mim que era cristã. Nem acreditei e, como dizem por aí, fiquei passada!

Mas isso tem acontecido com frequência. Esta semana outra pessoa, que também trabalha comigo e diz que é evangélica, falou tanta coisa que não condiz com a conduta de um cristão. Uma coisa terrível!

Não estou criticando ninguém, muito menos julgando. Quem sou eu? Só que essas coisas têm me feito pensar o seguinte: Que tipo de cristão eu quero ser? Quero ser um que se adéqua as coisas desse mundo, ou um que resiste às más conversações?

É necessário inculcarmos a Palavra de Deus e declará-la em todo tempo. Pois essas conversas e situações têm ocorrido demais. Tenho visto pessoas se corrompendo e fazendo o jogo do colega de trabalho, não agindo como Deus quer para agradar a homens...

Pessoas que ficam rindo de piadas imorais, que aceitam dar jeitinho, que não têm nenhum temor e nem demonstram Cristo em suas atitudes. E quando, falam que são evangélicas, causam espanto nas outras. Isso porque participam de tudo aquilo que não deveriam participar...

E, desde esses episódios, tenho declarado todos os dias o seguinte versículo: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o Seu prazer está na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite”.

Que possamos tomar essa postura e ser esse homem bem-aventurado!

Paz,

Ana Cleide.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Como não chorar?

















É impossível não chorar´! É impossível não sentir a dor daqueles que estão sofrendo... Tenho acompanhado bem de perto os noticiários e as fotos são estarrecedoras. Pessoas que, da noite para o dia, perderam tudo. Muitas, a própria vida!

Sim, estou muito chocada! E se eu, uma simples mortal, estou assim, com o coração em frangalhos. Imagino como não está o coração do meu Pai. Sim, Ele que é pai de todas essas pessoas também. Pessoas que são tão amadas por Ele!

As lágrimas insistem em descer e eu ão vou detê-las. Isso porque essas pessoas que tiveram suas vidas dizimadas, são amadas do Pai. E eu, como filha desse Deus maravilhoso, não posso deixar de sentir e entender que perdi muitos irmãos nessa dolorosa tragédia!









quarta-feira, 7 de abril de 2010

Oremos pelos que foram assolados pelas chuvas!

Amados, estou sem palavras, perplexa diante da tragédia que se abateu sobre nosso estado e, em especial sobre Niterói, nesses últimos dias. A chuva que teve início na tarde de segunda-feira, dia 05, não deu trégua e deixou, até agora, um saldo de mortes e horrores para todos nós.

Acredito que todos temos amigos e, até mesmo parentes, que foram atingidos com as chuvas e os deslizamentos que vieram sobre este município e municípios vizinhos, como São Gonçalo e Maricá.

Tenho amigos especiais, Elisa e Luiz, que perderam muitas coisas com a chuva! Tenho ainda minha prima Angélica, que também sofreu muitas perdas com as chuvas e meu primo Ronaldo, que perdeu a casa.

Nesse momento de dor e desespero não estou querendo minimizar a dor dessas pessoas tão especiais, mas quero louvar ao Senhor porque, apesar das perdas materiais, eles estão vivos. Dianate das lágrimas, eu agradeço porque Deus os poupou da morte.

Falo isso porque a tragédia que se abateu sobre o Morro do Bumba é de indescritível proporção. Não sei o que dizer sobre esse assunto, mas quero alertar aos que acompanham meu blog de que Jesus está voltando!

Que possamos orar por essas famílias que perderam tudo e, inclusive, por aqueles que perderam mais do que bens materiais, mas entes queridos. Que o Senhor os confote!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sim, foi por nós!

A imagem dispensa comentários... Mas, mais uma vez quero afirmar isso: FOI POR NÓS!

Paz,

Ana.



segunda-feira, 5 de abril de 2010

Retorno...

Olá, queridos! Faz um tempo que não posto nada... Acho que nunca fiquei tanto tempo sem escrever no meu blog. Mas foi um tempo de muitas experiências e idéias. Hoje, retorno e prometo nãoa me ausentar tanto.

E para retomarmos de onde paramos, quero dizer algo muito sério. Aquele sacrifício na cruz foi por mim e por você. Sim, Jesus se entregou por nós. E devemos todos os dias, trazer isso às nossas memórias.

Eu sei que foi por mim e por você! E não apenas por nós, mas por toda a humanidade. Foi por aqueles que se dizem ateus, por aqueles que andam nos enganos das trevas, por aqueles que sofreram e sofrem horrores e cadeias.

Sim, Ele escolheu os cravos e os açoites por todos nós! Pensemos nisso!

Boa semana!

terça-feira, 23 de março de 2010

Crônica de Yvelise de Oliveira

No dia 07/02/2010 recebi a triste notícia da morte do filho do deputado federal Arolde de Oliveira e Yvelise de Oliveira, Benoni Assis Vieira de Oliveira, e do marido da cantora e diretora artística da MK, Marina de Oliveira, o fotógrafo Sérgio Ribeiro de Menezes. Eles morreram na noite de sábado (6), em decorrência a queda de ultraleve. Os dois estavam sobrevoando a Zona Oeste do Rio quando a aeronave caiu em uma lagoa.
Durante dois anos trabalhei no Grupo MK de Comunicação e fui muito abençoada. Dona Yvelise é muito especial e a Marina, nem se fala... Aprendi a respeitar essas mulheres e a dor delas me entristece. A perda de entes tão queridos machucam profundamente a alma. Em meio a tanto sofrimento, convido vocês a orarem pelas famílias Oliveira e Menezes...
Hoje eu recebi de uma amiga querida, a Alê Oliveira, essa bela, mas dolorosa crônica, escrita por dona Yvelise... Ela está no Portal Elnet (www.elnet.com.br), mas deixo aqui também, no meu blog, como uma forma de homenagem e para expressar meu carinho e respeito por essa família!
Que Deus console o incosolável!
Com amor,
Ana Cleide Pacheco.
Terça Feira, 23/03/2010
A morte entrou pela porta e sentou na minha sala
Crônica de Yvelise de Oliveira
Equipe de Jornalismo
Dona Morte entrou pela porta da minha casa e se instalou confortavelmente em algum dos meus sofás.
“Essa senhora sinistra” começou com o meu jardim. A casa foi feita para o jardim. Toda cercada de flores coloridas, as singelas “Marias sem vergonha” abraçavam tudo como em um buquê. Por dentro da casa e pelo lado de fora junto dos muros o colorido das flores, na rua, aconchegavam a frondosa amendoeira em um abraço carinhoso em frente à casa.
Mas as plantas foram morrendo sem motivo e o jardim todo florido foi ficando sem vida e sem cor...
Se foi o sol, o calor, muita água, o jardineiro mesmo não sabia dizer... Mas lutei. Comprei terra adubada e centenas de mudas de “Maria sem vergonha”, lilases, grama inglesa. Enfim, plantei tudo de novo, mas o jardim nunca mais foi o mesmo. Minhas orquídeas morreram aos montes no orquidário branco que fiz para cuidá-las. Amo plantas.
Indo mais fundo, Dona Morte matou minha gata Sara. A porta foi esquecida aberta e ela pulou para a casa da vizinha – morreu na hora. Os cachorros quebraram seu frágil pescocinho. L
amentei por dias sua morte e chorei sentida a sua falta. Mas a gente não sabe o futuro e esperei sempre que tudo fosse melhorar.
Sem doença, sem nada, a mãe do meu marido, D. Margarida, morreu. Uma morte serena. Dormiu e não acordou. Sua jornada tinha acabado.
Foi uma tristeza grande. O consolo ficou apenas na suavidade com que Dona Morte agiu. Assim que a gente começa a respirar mais aliviado, o consolo vem vindo, porque minha sogra viveu 91 anos, jovial e saudável.
Nesse ano que passou nós a vencemos quando meu marido teve um câncer e pensei que iria perdê-lo. Mas a mesma fé que o curou completamente não consegui tirar o medo que veio morar dentro de mim.
Logo eu, tão segura, tão confiante, tão cheia de planos, passei a temer o confronto com ela: a “Sinistra Senhora”.
Depois passei a desconsiderá-la: “Não. Já perdi gente demais, um filho pequeno , minha mãe, meu pai, minha amiga querida. Perdas que fazem parte da vida quando se é jovem.”
Mas Dona Morte instalou-se. Minha casa grande, branca e bela tornou-se sua morada predileta.
Em um sábado de céu azul e o sol brilhando, um dia tipicamente carioca, a família se reuniu para almoçar. Na mesa, sorriso e comida farta, muito papo jogado fora. Benoni, meu filho, tinha agora um novo hobby: voar de ultraleve, um avião monomotor. Todos já tinham voado com ele: meus netos, sua esposa, meu marido e as centenas de amigos que ele, com seu jeito de menino grande e coração doce, conquistava.
Nesse sábado, ele me convidou animado: "Vamos, mãe, vamos voar, é lindo. A gente se sente um pássaro". Emocionava a forma como ele descrevia o vôo, uma aventura única, um prazer indescritível. Ver o Rio assim, de cima, sua cidade que ele tanto amava.
Vou enjoar, respondi, acabei de almoçar. Vou amanhã, eu prometo.
Meu genro, um jovem homem amável e tranquilo, nada dado a aventuras perigosas disse: "Eu vou. Vou fotografar todo o Rio, o Cristo. O dia está claro como cristal".
Meu genro era um grande fotógrafo, tinha uma visão artística peculiar de luz e sombra. Assim os dois saíram rindo felizes. O Sérgio, meu genro, com sua máquina super Nikon pendendo do pescoço. Alto, magro e sorridente como seu cunhado. Eram muito diferentes, mas tinham em comum a camaradagem.
Nesse dia claro e cheio de sol, Dona Morte resolveu dar um golpe fatal.
Enquanto o dia ia findando e o sol tornava o céu rosa em tons de púrpura e lilás, meu filho foi aterrizar seu avião, pequeno, leve como um brinquedo mortal. O vento, sim, o vento que ele tanto amava virou o avião. Caíram na lagoa e morreram os dois na mesma hora. Tantos planos, tantos sonhos, tanta juventude assim cortada, desperdiçada.
Morto meu filho, os bombeiros o tiraram da lagoa, o coloquei no meu colo. Pareceu dormir. Tão lindo.
Um garrote me apertou a alma. Uma dor assim não se limita, não se escreve, não se consegue sabotar. Perplexa, vi que era verdade... Meu filho amado, meu filho morto, em meus braços eu embalei.
A dor é muito particular, íntima e, para mim, incurável. Não vou superar, já estou velha, cansada. Vou apenas suportar enquanto der, lutando para preservar a minha fé, manter o meu coração em Cristo, desejando que Deus permita que meu tempo aqui na Terra não seja tão longo.
Como não pude te dizer, meu Deus: Ainda não, ainda não. E rogar: Por favor, não o deixe ir agora. Não me lance nessa noite tenebrosa.

Yvelise de Oliveira
15/02/2010
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Yvelise de Oliveira é presidente do Grupo MK de Comunicação e escritora. Autora do livro Janelas da Memória.

sábado, 20 de março de 2010

Pelo fogo...

Tem dias que nos sentimos abatidos, abalados, tristes, desanimados... Parece que estamos na fornalha. Mas sabemos, também, que nesses dias Ele nos fortalece! Nesses dias Ele está conosco na fornalha...

"14 - Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?

15 -Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?

16 - Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio.

17 - Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei.

18 - E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.

19 - Então Nabucodonosor se encheu de furor, e mudou-se o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abednego; falou, e ordenou que a fornalha se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer.

20 - E ordenou aos homens mais poderosos, que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, para lançá-los na fornalha de fogo ardente.

21 - Então estes homens foram atados, vestidos com as suas capas, suas túnicas, e seus chapéus, e demais roupas, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente.

22 - E, porque a palavra do rei era urgente, e a fornalha estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que carregaram a Sadraque, Mesaque, e Abednego.

23 - E estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abednego, caíram atados dentro da fornalha de fogo ardente.

24 - Então o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa; falou, dizendo aos seus conselheiros: Não lançamos nós, dentro do fogo, três homens atados? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei.

25 - Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus.

26 - Então chegando-se Nabucodonosor à porta da fornalha de fogo ardente, falou, dizendo: Sadraque, Mesaque e Abednego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abednego saíram do meio do fogo."

27 - E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles.

28 - Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus.

29 - Por mim, pois, é feito um decreto, pelo qual todo o povo, e nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro Deus que possa livrar como este.

Daniel 3:14-26