terça-feira, 23 de março de 2010

Crônica de Yvelise de Oliveira

No dia 07/02/2010 recebi a triste notícia da morte do filho do deputado federal Arolde de Oliveira e Yvelise de Oliveira, Benoni Assis Vieira de Oliveira, e do marido da cantora e diretora artística da MK, Marina de Oliveira, o fotógrafo Sérgio Ribeiro de Menezes. Eles morreram na noite de sábado (6), em decorrência a queda de ultraleve. Os dois estavam sobrevoando a Zona Oeste do Rio quando a aeronave caiu em uma lagoa.
Durante dois anos trabalhei no Grupo MK de Comunicação e fui muito abençoada. Dona Yvelise é muito especial e a Marina, nem se fala... Aprendi a respeitar essas mulheres e a dor delas me entristece. A perda de entes tão queridos machucam profundamente a alma. Em meio a tanto sofrimento, convido vocês a orarem pelas famílias Oliveira e Menezes...
Hoje eu recebi de uma amiga querida, a Alê Oliveira, essa bela, mas dolorosa crônica, escrita por dona Yvelise... Ela está no Portal Elnet (www.elnet.com.br), mas deixo aqui também, no meu blog, como uma forma de homenagem e para expressar meu carinho e respeito por essa família!
Que Deus console o incosolável!
Com amor,
Ana Cleide Pacheco.
Terça Feira, 23/03/2010
A morte entrou pela porta e sentou na minha sala
Crônica de Yvelise de Oliveira
Equipe de Jornalismo
Dona Morte entrou pela porta da minha casa e se instalou confortavelmente em algum dos meus sofás.
“Essa senhora sinistra” começou com o meu jardim. A casa foi feita para o jardim. Toda cercada de flores coloridas, as singelas “Marias sem vergonha” abraçavam tudo como em um buquê. Por dentro da casa e pelo lado de fora junto dos muros o colorido das flores, na rua, aconchegavam a frondosa amendoeira em um abraço carinhoso em frente à casa.
Mas as plantas foram morrendo sem motivo e o jardim todo florido foi ficando sem vida e sem cor...
Se foi o sol, o calor, muita água, o jardineiro mesmo não sabia dizer... Mas lutei. Comprei terra adubada e centenas de mudas de “Maria sem vergonha”, lilases, grama inglesa. Enfim, plantei tudo de novo, mas o jardim nunca mais foi o mesmo. Minhas orquídeas morreram aos montes no orquidário branco que fiz para cuidá-las. Amo plantas.
Indo mais fundo, Dona Morte matou minha gata Sara. A porta foi esquecida aberta e ela pulou para a casa da vizinha – morreu na hora. Os cachorros quebraram seu frágil pescocinho. L
amentei por dias sua morte e chorei sentida a sua falta. Mas a gente não sabe o futuro e esperei sempre que tudo fosse melhorar.
Sem doença, sem nada, a mãe do meu marido, D. Margarida, morreu. Uma morte serena. Dormiu e não acordou. Sua jornada tinha acabado.
Foi uma tristeza grande. O consolo ficou apenas na suavidade com que Dona Morte agiu. Assim que a gente começa a respirar mais aliviado, o consolo vem vindo, porque minha sogra viveu 91 anos, jovial e saudável.
Nesse ano que passou nós a vencemos quando meu marido teve um câncer e pensei que iria perdê-lo. Mas a mesma fé que o curou completamente não consegui tirar o medo que veio morar dentro de mim.
Logo eu, tão segura, tão confiante, tão cheia de planos, passei a temer o confronto com ela: a “Sinistra Senhora”.
Depois passei a desconsiderá-la: “Não. Já perdi gente demais, um filho pequeno , minha mãe, meu pai, minha amiga querida. Perdas que fazem parte da vida quando se é jovem.”
Mas Dona Morte instalou-se. Minha casa grande, branca e bela tornou-se sua morada predileta.
Em um sábado de céu azul e o sol brilhando, um dia tipicamente carioca, a família se reuniu para almoçar. Na mesa, sorriso e comida farta, muito papo jogado fora. Benoni, meu filho, tinha agora um novo hobby: voar de ultraleve, um avião monomotor. Todos já tinham voado com ele: meus netos, sua esposa, meu marido e as centenas de amigos que ele, com seu jeito de menino grande e coração doce, conquistava.
Nesse sábado, ele me convidou animado: "Vamos, mãe, vamos voar, é lindo. A gente se sente um pássaro". Emocionava a forma como ele descrevia o vôo, uma aventura única, um prazer indescritível. Ver o Rio assim, de cima, sua cidade que ele tanto amava.
Vou enjoar, respondi, acabei de almoçar. Vou amanhã, eu prometo.
Meu genro, um jovem homem amável e tranquilo, nada dado a aventuras perigosas disse: "Eu vou. Vou fotografar todo o Rio, o Cristo. O dia está claro como cristal".
Meu genro era um grande fotógrafo, tinha uma visão artística peculiar de luz e sombra. Assim os dois saíram rindo felizes. O Sérgio, meu genro, com sua máquina super Nikon pendendo do pescoço. Alto, magro e sorridente como seu cunhado. Eram muito diferentes, mas tinham em comum a camaradagem.
Nesse dia claro e cheio de sol, Dona Morte resolveu dar um golpe fatal.
Enquanto o dia ia findando e o sol tornava o céu rosa em tons de púrpura e lilás, meu filho foi aterrizar seu avião, pequeno, leve como um brinquedo mortal. O vento, sim, o vento que ele tanto amava virou o avião. Caíram na lagoa e morreram os dois na mesma hora. Tantos planos, tantos sonhos, tanta juventude assim cortada, desperdiçada.
Morto meu filho, os bombeiros o tiraram da lagoa, o coloquei no meu colo. Pareceu dormir. Tão lindo.
Um garrote me apertou a alma. Uma dor assim não se limita, não se escreve, não se consegue sabotar. Perplexa, vi que era verdade... Meu filho amado, meu filho morto, em meus braços eu embalei.
A dor é muito particular, íntima e, para mim, incurável. Não vou superar, já estou velha, cansada. Vou apenas suportar enquanto der, lutando para preservar a minha fé, manter o meu coração em Cristo, desejando que Deus permita que meu tempo aqui na Terra não seja tão longo.
Como não pude te dizer, meu Deus: Ainda não, ainda não. E rogar: Por favor, não o deixe ir agora. Não me lance nessa noite tenebrosa.

Yvelise de Oliveira
15/02/2010
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Yvelise de Oliveira é presidente do Grupo MK de Comunicação e escritora. Autora do livro Janelas da Memória.

sábado, 20 de março de 2010

Pelo fogo...

Tem dias que nos sentimos abatidos, abalados, tristes, desanimados... Parece que estamos na fornalha. Mas sabemos, também, que nesses dias Ele nos fortalece! Nesses dias Ele está conosco na fornalha...

"14 - Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?

15 -Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?

16 - Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio.

17 - Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei.

18 - E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.

19 - Então Nabucodonosor se encheu de furor, e mudou-se o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abednego; falou, e ordenou que a fornalha se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer.

20 - E ordenou aos homens mais poderosos, que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, para lançá-los na fornalha de fogo ardente.

21 - Então estes homens foram atados, vestidos com as suas capas, suas túnicas, e seus chapéus, e demais roupas, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente.

22 - E, porque a palavra do rei era urgente, e a fornalha estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que carregaram a Sadraque, Mesaque, e Abednego.

23 - E estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abednego, caíram atados dentro da fornalha de fogo ardente.

24 - Então o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa; falou, dizendo aos seus conselheiros: Não lançamos nós, dentro do fogo, três homens atados? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei.

25 - Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus.

26 - Então chegando-se Nabucodonosor à porta da fornalha de fogo ardente, falou, dizendo: Sadraque, Mesaque e Abednego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abednego saíram do meio do fogo."

27 - E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles.

28 - Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus.

29 - Por mim, pois, é feito um decreto, pelo qual todo o povo, e nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro Deus que possa livrar como este.

Daniel 3:14-26

sexta-feira, 19 de março de 2010

Futuro...

Desde criança ouço um ditado popular que diz assim: “O futuro a Deus pertence”... E é verdade! Deus tem o controle de tudo em Suas mãos...
E o versículo que tocou profundamente no meu coração hoje está em Provérbios 23:18:"Porque deveras haverá bom futuro; não será frustrada a tua esperança."
Há esperança pra você! Há esperança pra mim! Confiemos e continuemos essa caminhada!


Um beijinho,

Ana Cleide Pacheco.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Deus, ouça o nosso clamor e nos tire do deserto!

"Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias."
(Daniel 9:18)




quarta-feira, 17 de março de 2010

Amigos, dádivas de Deus!


Uma amiga muito especial comemora mais um ano de vida hoje! Seu nome é Juliana Nunes e eu tenho muito carinho e admiração por ela... Nos conhecemos há uns oito anos atrás, quando ela chegou pra trabalhar em uma empresa onde eu trabalhava. Ela é bióloga e muito competente no que faz!

Com seu jeitinho doce e concentrado, ela logo cativou meu coração e nos tornamos amigas. Sempre conversamos muito, sobre tudo e sempre falávamos sobre nosso desejo de casar, ser mãe, ter uma família feliz, nos realizar profissionalmente... O tempo passou e eu saí da empresa e a Ju continuou.

Apesar de não trabalharmos mais juntas e morarmos longe (em em São Gonçalo e ela em Nilópolis) continuamos nos falando por e-mail, Orkut. Afinal, pra quer serve essa tecnologia toda se não a usarmos para preservar as amizades e não deixar morrer relações tão especiais? E nesses bate-papos por e-mails (e que e-mails!), nossa amizade foi se fortalecendo.

O tempo passou, a Ju conheceu o Senhor e há quase um ano ela se casou com o Serginho. Uma coisa tremendamente linda e pela qual oramos muito! E eu fui ao seu casamento, porque precisava honrar essa amiga querida. Estando ali eu queria afirmar que a distância não pode ser maior que o sentimento que nutrimos pelo nosso próximo!

Hoje, no dia de seu aniversário eu quero homenageá-la e dizer: "Ju, você é preciosa e eu sinto muito orgulho em tê-la como amiga! Nossa amizade não passou, mas o Senhor escreveu e nós somos prova do cuidado de Deus!"
FOTO: Juliana e seu amado Sérgio no dia mais feliz de suas vidas!

terça-feira, 16 de março de 2010

Tempo para Todas as Coisas!

Sim, é verdade que existe um tempo para todas as coisas... Vivemos tempos diferentes em nossas vidas. Enquanto uns estão nascendo, outrs estão morrendo... Enquanto uns estão chorando, outros estão sorrindo... E, assim, a vida segue seu curso.
Posso dizer que estou vivendo tempos de cura e restauração... Tempo de morrer para algumas coisas, de nascer para outras; Estou plantando algumas sementes e colhendo outras; Estou matando algumas coisas que não agradam a Deus e sendo curada por Ele;
Derrubando barreiras e edificando coisas novas com lágrimas, e essas novas coisas trarão sorrisos, alegria e dança... Estou voltando a abraçar algumas pessoas e me afastando de abraçar outras... Um tempo muito especial de só escutar, nada falar...
São muios tempos em um só... Mas estou vivendo, plenamente, um tempo de paz!

Beijos e boa terça-feira!

"1 - Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

2 - Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3 - Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

4 - Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

5 - Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

6 - Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

7 - Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

8 - Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz."
Eclesiastes 3:1-8

segunda-feira, 15 de março de 2010

Hoje é aniversário do meu pai!



Hoje é aniversário do meu pai! E eu tenho tanto pra dizer desse homem que, sinceramente, me faltam palavras. São indescritíveis os sentimentos que o meu coração nutre por ele. Amor, orgulho, gratidão, carinho, amizade, amor, mais amor e mais amor!

Ah, o que falar do meu pai?! Que é o melhor do mundo soa piegas, mas é a realidade. Isso porque um pai como o meu é uma raridade. Pai em tempo integral, que sempre buscou o melhor pra mim, abriu mão de alguns dos seus sonhos para realizar os meus e sem reclamar.

Uma das coisas que mais gosto de fazer na vida é ler e devo isso ao meu pai. Lembro-me de que, quando era criança, ele sempre muito preocupado, me presenteava com livrinhos, gibis e palavras cruzadas infantis... A minha memória daqueles dias é de sempre vê-lo, nas horas vagas, lendo ou tocando seu violão. Isso me fazia pensar: Ler é bom!

O gosto pela leitura veio desses pequenos gestos. Presentes de livros e gibis... Já o violão, estou tentando aprender até hoje, pois naquela época eu preferia cantar a tocar. (risos)... Mas, eu me lembro muito bem do quanto ele me incentivava e o tempo que dispensava a mim.

Meu pai foi linha dura. Me criou com muito esmero e por isso sei conviver com os nãos da vida, porque os aprendi muito cedo, recebendo do meu pai quando necessário. Ah, quando merecia, levava umas palmadas também. E, quando repeti de ano na 1ª série meu castigo foi as férias sem televisão. Ele foi ruim?! Não, ele soube educar e impor limites.

E esse super-herói (com a ajuda da minha supermãe Ana Maria) me criou dentro de um lar normal, sem grandes conflitos e com muito amor. Delineando os caminhos, levando ao conhecimento e investindo, mesmo, na minha educação. Isso com cursos, livros (sempre) e palavras. Aliás, palavras que nunca esquecerei!

Na adolescência Marcos meu pai foi um dos meus maiores incentivadores. Ele embarcava comigo nos meus sonhos. Quando quis sair de casa pra estudar: Eu morava em Araruama e lá não tinha o curso que eu queria, ele me liberou e eu vim morar em São Gonçalo... Não poupou esforços para que eu estudasse.

Quando eu quis fazer eletrotécnica, lá estava ele (e minha mãe) me acompanhando na inscrição e na prova; Sofrendo comigo enquanto eu esperava o resultado e vibrando quando eu passei! Quando eu quis fazer engenharia, mais incentivo e esforços, da régua ‘T’ ao esquadro, lá estava meu pai...

Até que, seis meses malfadados de engenharia, me trouxeram à memória meu grande sonho: O de ser jornalista! E lá estava ele, mais uma vez investindo nesse projeto, abrindo mão de seus sonhos para realizar os meus! Que momentos lindos nós vivemos juntos!

Se eu me parecer só um pouquinho com meu pai (e minha mãe), se eu conseguir passar só um pouquinho do que eles me passaram para os meus filhos, acho que farei um excelente trabalho. Porque eu gosto da Ana Cleide que me tornei, e se sou essa Ana Cleide, não o sou por mim mesma, mas por eles. Afinal, sem eles eu nada seria!
FOTO: Eu e meu superpai! Amor que não se pede, amor que não se mede e que não se repete... Apenas amor!